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O Outro Lado

"I knew all the rules but the rules did not know me..." Uma viagem que se inicia em 2004 e passa por várias transformações, da poesia, à prosa, a uma partilha de experiências, atreve-te!

O Outro Lado

"I knew all the rules but the rules did not know me..." Uma viagem que se inicia em 2004 e passa por várias transformações, da poesia, à prosa, a uma partilha de experiências, atreve-te!

Como estamos 1 ano depois?

21.03.21, Carla

Apresentação sem título - Apresentações Googl

Para este artigo pensei em contar-vos a minha experiência de 1 ano em pandemia, mas fui um pouco mais ao detalhe e pedi testemunhos de diferentes pessoas.

A verdade é que na generalidade todos nós transformámos as nossas vidas de alguma forma e a tal expressão do vai ficar tudo bem, não ganhou a dimensão desejada.

Mais desemprego, mais famílias a pedirem ajuda e uma diferença social cada vez maior, adivinham-se tempos difíceis e uma crise económica agravada.

Ao mesmo tempo as pessoas reinventaram-se, descobriram que sabem fazer coisas que não imaginavam e tiveram uma proximidade ao conceito família. Pais e filhos descobriram uma co-habitação conjunta que muitas vezes se perdia entre telemóveis ou afazeres.

E foi dado um maior valor à escola e aos professores e a sua importância na educação e contributo para o desenvolvimento intelectual.

A população pratica muito mais desporto e está mais saudável (apesar do longo caminho), a bicicleta é um dos meios de transporte mais usado.

Ainda assim muitas pessoas apresentam dificuldades face ao confinamento e a sanidade mental degradou-se, nem todos reagimos da mesma forma.

 As relações sociais transformaram-se e não podemos fazer duas das coisas que o português tem na sua essência: beijar e abraçar. Estamos quase numa versão alemã de frieza uns com os outros e com uma vontade enorme de ouvir: Adeus Covid.

Os nossos pais e avós aprenderam a usar os telemóveis para a videochamada reduzir a distância e acalmar a saudade.

Eu dou mais valor a tudo, desde um simples café na rua, ao facto de ter trabalho, bem como ter a família toda bem, quando outros sofreram perdas.

O que mais me custa é não poder abraçar, não poder viajar livremente, simplesmente não poder fazer o que me apetece.

Aprendi que cada pessoa reage de forma diferente ao momento e que a palavra certa no momento certo, pode fazer a diferença.

Palavras do ano: liberdade;abraçar;saudade;sanidade;stress;confinamento.

O desafio? Como será o depois? Como vamos recomeçar? Sendo que temos a certeza que não pode ser igual, que teremos ser criativos, inovadores, ter a coragem de ser melhores, aprender e vencer.

 

E se corre bem?

 

Até já,

Carla